sexta-feira, 5 de outubro de 2012
MEUS ALUNOS
Meus alunos têm um jeito diferente de todos os alunos, mas se parecem exatamente com eles. Têm alma de girassol no dentro, vêem o mundo pela janela, mas o vitror da sala de aula, não os deixam ir..
Meus alunos têm pescoço de girafa, vêem tudo que se passa na rua com a cabeça da imaginação Eles rapidamente voam para algum lugar além de mim; basta apenas um minuto, e lá estão eles, indo embora sem ir.
Meus alunos têm mola no corpos, se espicham de um lado para o outro feito minhoca revirando terra. Eles percebem uns aos outros e nós os proibimos, eles então viram artistas e fazem rabiscos absurdos no papel (artistas abstratos pra ninguém botar defeito). Se reclamo a atenção, logo eles silenciam e emudecidos viram grafiteiros da parede da sala.
Meus alunos têm a cor-do-arco-iris, embora e mesmo que a camisa azul, não os permitam pintar o sete.
Meus alunos, têm paredes, listas, notas, horários e regras, só não podem ter almas, porque não os deixamos ter.
... Mas meus alunos são alados, eles sempre sabem voar, mesmo quando a nossa "educação" lhes cortam as asas.
Joíra Freitas
FAZ UM FAVOR POR TI
Faz um favor por ti agora...
Faz a seguinte pergunta pra tua razão:"Eu vou melhorar?"
Faz a seguinte pergunta pra tua autoestima:" Eu posso melhorar?"
Faz a seguinte pergunta para o teu amor-próprio:"Eu mereço melhorar?"
Faz a seguinte pergunta para a tua felicidade: "Eu preciso melhorar?"
Agora olhe pra sua vida e responda pra você mesma:"EU VOU MELHORAR! EU POSSO MELHORAR, EU MEREÇO MELHORAR E EU PRECISO MELHORAR!"
A REPÚBLICA – PLATÃO (LIVRO VII)
RESUMO
(Joíra Freitas)
Na carta VII do livro “A
República”, Platão através do diálogo entre Sócrates e Glauco, traz uma
reflexão idealizadora a cerca de uma sociedade simbiótica e harmônica, na qual
o filosofo tem a função político-pedagógica, onde usa o conhecimento e a dialética
como meio para alcançar o supremo bem. Para elucidar isso Sócrates lança mão da
alegoria do mito da caverna, pela qual explicita a teoria das idéias e das
formas numa perspectiva dualista.
Sócrates na busca da
sociedade perfeita, pensa fazer-se necessário aos seus governantes serem
possuidores de um conhecimento puro e verdadeiro, sendo os filósofos os aptos
para esta sublime tarefa. Ao ilustrar em que consiste o conhecimento pleno, apresenta
o mito da caverna, que é dividido em três fundamentais partes: a primeira
descrevendo a caracterização da imagem da caverna, metáfora da realidade
sensível; a segunda, o processo de libertação do prisioneiro e a terceira parte,
a dialética descendente, onde o prisioneiro retorna a caverna em sua missão
filosófica.
Discorrendo sobre o mito
da caverna nos é apresenta dois planos, com seus elementos próprios: a caverna
e o dia. A caverna compõe-se de sombras das marionetes e o fogo, tendo como
representação a realidade e o sol do real. O dia é metaforicamente o mundo
inteligível, composto por sombras e reflexos, realidade e sol, ou seja, idéias
propriamente dita e o bem, este se apresentando como principio de toda a
perfeição, ou diga-se, a elevação da alma ao mundo das idéias, alcançadas pela
visão do sol, que permite chegar a essência dos seres, constituindo isso na
plenitude do conhecimento.
Um dos prisioneiros da
caverna (que seria o filosofo) sente a necessidade de libertar-se, então sai da
caverna libertando-se da falsa realidade que é imposta a todos os homens
“comuns”, cujas correntes que aprisionam são os condicionamentos que faz
visualizar as coisas parcialmente como à sombras que são ilusórias e
distorcidas, fazendo com que desejem as únicas verdades que se conhecem. Este
prisioneiro ao livrar-se das correntes, parte em busca das idéias para atingir
o bem.
O filosofo narra então o
processo de libertação do prisioneiro, caracterizando este fato como algo
desafiador, inquietante e doloroso, como se esse algo o forçasse a levantar-se,
como forças antagônicas, que o faz buscar algo alem de si mesmo. Nesse processo
doloroso, faz-se necessário que o prisioneiro, gradativamente vá se adaptando o
seu olhar para habituar-se a clarividência. A nova realidade se dá a partir
desse vislumbramento gradativo como adaptação para a nova visão que ora se
desponta, possibilitando agora dirigir-se a luz. Visualizando a principio as
sombras e imagens, em seguida os objetos, os reflexos dos astros, ate conseguir
vislumbrar o sol, que para Sócrates prefigura o grau Maximo da realidade, a
essência do ser pleno, a própria idéia do bem.
Quando o prisioneiro agora
liberto e com a vista adaptada para o vislumbre do real, atinge a visualização
do sol em sua essência, passa então a possuir o saber, porque agora ver sem
interferência a fonte primordial de toda a luz: a realidade, compreendendo assim
a totalidade do ser, já que agora consegue ver o todo e não mais parcialmente
como antes na caverna e no processo de libertação. Ao ver o sol na sua plenitude
percebe agora todo o nexo causal, que tem agora o sol como a causa primeira.
Tendo o prisioneiro assim, atingido esse enlevo de alma, preferiria pagar qualquer
preço a ter que voltar para esse estágio de ignorância.
A alma não podendo
contemplar a ideia do bem repentinamente, precisa de aptidão natural para o
aprendizado e empenho para alcançar o conhecimento, passando da mera opinião ao
intelecto, jamais voltaria ao senso comum, daí ocorre à superação dos filósofos
genuínos a e sua superioridade intelectual para governar a cidade perfeita.
Na terceira parte do texto
Sócrates, faz a descrição da chamada dialética descendente, ou a volta do
prisioneiro à caverna, caracterizando com isso a missão político-pedagógica do
filosofo, que ao atingir o saber, não contente em possuir apenas para si, sente
a necessidade de retornar e elucidar aos seus companheiros a realidade recém descoberta,
contrapondo aquele modo de vida na caverna, e motivá-los também a se
desacorrentarem do mundo das ilusões. Esse retorno do prisioneiro pode implicar
em morte e incompreensão por parte dos antigos companheiros de escuridão.
Agora, no sentido oposto começa o processo de retorno a caverna, que requer
cuidado a fim da sua missão ser concluída eficazmente, que representa a sua
função política.
Na parte final do mito da
caverna, Sócrates faz uma interpretação da mesma para Glauco, dando ênfase ao
aspecto ético e político do saber filosófico. Brevemente discorre a caverna
como representando a ignorância na qual se encontra o homem preso, sendo a
escuridão o que limita o vislumbre da realidade. A educação é o fator pelo qual
se espera conduzir o homem a direção da luz, sendo que todo processo educativo
que evidencia as qualidades da alma, traz o aperfeiçoamento e a formação de um
bom cidadão. Portanto a educação deve oferecer meios para posicionar
corretamente a visão e não a de fazer obtê-la.
Portanto é colocado no
texto, o tornar-se filosofo como uma
tarefa difícil, que exige por si só um desapego das coisas subjetivas ao olhar
para o mundo inteligível. Só os filósofos podem orientar os que ainda
permanecem na caverna, daí na sociedade perfeita caberia a eles o posto de
dirigentes. Na visão de Sócrates, não poderia caber aos poetas o papel de
constituinte da cidade, uma vez que está a passos da realidade, pois a obra
poética nos apresenta apenas a aparência, sendo ilusória, uma vez que não imita
o mundo imanente, apenas a cópia do sensível.
Ainda na administração da
cidade Sócrates em seguida fala sobre o seu aprimoramento. Quanto aos guardiões
esse aprimoramento deveria acontecer através da “ginástica para o corpo e música
para a alma”, daí surge-se a necessidade de selecionar os conteúdos das letras
das musicas. Quanto a poesia, deveria ser utilizada com fim educativo, desde
que não distorça a realidade, uma vez que a elevação da alma ate a realidade é
a verdadeira filosofia. O filosofo apresenta também a matemática, a geometria
como elementos do inteligível, uma vez que existem como conceitos. Retoma
posteriormente a capacidade dialética como princípio efetivo no processo da
aprendizagem, uma vez que esse método é o caminho para seguros resultados
destruindo as hipóteses.
Coloca dessa forma a
dialética como a “cúpula das ciências”, acima de outra forma de saber, e que, só
tem acesso a dialética pessoas de caráter firme e moderado, pois para
alcançá-la é preciso aplicação contínua.
Seguindo assim a analogia
ver-conhecer, a discussão posterior far-se-á sobre as descobertas desse meio de
conhecer, através dos olhos da alma. Sócrates e seus interlocutores voltam
então a discorrer as questões da cidade como um todo, retomando os temas
tratados a partir agora das confusões chegadas a partir desse diálogo.
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