
“Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. Toda a gente que eu conheço e que fala comigo Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... Quem me dera ouvir de alguém a voz humana Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? Ó príncipes, meus irmãos, Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? Estas palavras sensatas de Álvaro de Campos. As gentes têm de mostrar a cara, e gritar. O povo murmura, desde Antígona até hoje, aqui”.
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