segunda-feira, 23 de abril de 2012
A MULHER BONITA
segunda-feira, 16 de abril de 2012
A RODA DO SER

OS AMORES ETERNOS NUNCA MORREM

sábado, 14 de abril de 2012
O HOMEM, RIO POR NATUREZA
*Joíra Freitas
“ Paixão, só dela nasce o fôlego de um rumo”
(Lupe Cotrim)
Vida, substantivo feminino que indica ciclo, estado de atividade funcional da matéria orgânica, um estágio entre começo e fim, é existência que se expressa.
Essa expressividade humana do existir é como um rio que corre ao seu objetivo, segundo Quo Vadis, “o rio só atinge seus objetivos, porque aprendeu a contornar os obstáculos”, sendo o rio aqui prefigurado pela vida, o destino seria então os frutos do sonho dos homens, e os obstáculos as dificuldades pelas quais o homem certamente passará, ao ousar sonhar com o futuro. Como exemplo, temos uma lagoa que não tem obstáculos por não sonhar com o mar. Mas a vida humana não é uma lagoa, é rio, por isso precisa-se apaixonar por seus objetivos, para vivê-la de tal modo que os obstáculos não venham a ser maiores que os sonhos.
Nesse ciclo entre começo e fim o homem é rio por natureza, mesmo que não trace um objetivo pelo qual lutar, correr-se-á inevitavelmente para o mar. Sendo assim, uma vez que todos se movem em direção a um rumo, qual a força móvel eficaz que impulsiona um ente rumo ao ser? Todos, afinal se movem da mesma maneira?
Na vida humana, como citou Henrique de Lima: “o importante não é matar a sede, porque ela voltará sempre, o importante é possuir uma fonte”, ou seja, para se viver a vida e chegar ao objetivo desejado fazem-se necessário não apenas viver dia após dia ou sobreviver, é preciso apaixonar-se por uma causa que nos leve ao rumo, esta é a fonte, o motor móvel, o que nos dá fôlego para nadar... nadar... nadar... nos fazendo desviar dos percalços, em direção ao mar.
Paixão, palavra tão cantada e decantada pelos enamorados pela qual lutam frente às impossibilidades, é a mesma palavra que movem os gênios em suas descobertas, mesmo que por mais absurdas e desacreditadas, se concretizam com triunfo. Paixão em grego (pathos) conota em Aristóteles “o ser tomado por uma disposição, que o impulsiona a práxis (ação). O pathos é inerente ao ser humano, faz parte da emoção. Para Kierkgaard o pathos é a fusão entre o universal e o particular, entre a liberdade e o determinismo, é a discrepância entre o racional e o irracional.
Esse fôlego pelo qual nos impulsionam a práxis (ação) se dá por meio da paixão que nos levará ao rumo, entretanto, devemos lembrar sempre ser o pathos a influência de forças externas sobre o pensamento, e este como disse Carl Sagan “é a nossa bênção e a nossa maldição, faz de nós o que somos”.
No mais, fiquemos com Clarice Lispector: “não se preocupe em entender, viver ultrapassa todo entendimento”.
Verbos
GENTE ESPAÇOSA
terça-feira, 3 de abril de 2012
AS FACES DA DESIGUALDADE


