
Todos os dias, em todos os lugares, esbarramos com Arnaldo jabor em prosa... um prosa qualquer na rua. Filosófos da avenida, discorrem solenes sobre precipicios de concreto armado, cimentos de nós sobre abstratos tom de vida. Tudo cheira a Katchup na avenida dos flagelos.
Passo olhares sobre Sartre, existencialistas dos desempregos, que simplesmente vivem, sobrevivem, sub-dividem no sistema das coisas livres, em prisoes de almas que soerguem no silencio de super-homens nietzchianos. Todos sao heróis de si mesmos.
Vejo sombra em vagoes de pergunta nenhuma, nao há respostas, cala-se. Nao interessa. A humanidade hoje anda medíocre, poucos gênios ... poucos! Poucos artesaos das palavras, da vivencia com outros entes iguais. Poucos lírios de gente.
Mas ainda assim, na avendida nos esbarramos com Ivo Pitangui, que nao muda, senao rugas das estatuetas e bustos, das vagas lembranças de mármore, dos gessos que eternizamos senao os feitos, pelo menos a estátua muda que assola nossos olhos, como aquela de Luis Eduardao Magalhaes no final da avenida que desco todos os dias. E a vida segue, indiferente nos paralelepipedos.
Há ainda Camoes nas avenidas dos desesperos, talvez nos becos enlameados, cheirando a maconha e conhaque. Línguas e lábios e gramatica sangrando nas calçadas dos poetas sórdidos, nos becos lusídios da cidade de brita e ferro.
Assim, as horas na avendida filosoficamente passa, na melhor perfomance Kantiana, metafisica Aristotelica essa. E daqui, esbarro em Jabor, mais uma vez. Todos esbarram em Jabores uma vez na vida, em todos os lugares onde há coca-cola e Assembleia de Deus.
Onde há filosofos da vida, há Jabor em nós e na rua, como aquele rapaz doente mental que me perguntou outro dia no supermercado se eu estava aflita, pq me via muito abatida e triste, e eu permaneci ali estática.... Como ele percebeu tudo isso so de olhar? Entendi, acabava de me esbarrar em Freud. Na verdade, de filosofos, poetas e loucos todos temos um pouco
Alguem explica?
Joíra F.