sábado, 26 de janeiro de 2013

CINQUENTA TONS DE CINZA


Eu, Cinquenta tons de roxo

A verdade é que fico a 50 tons de roxo, quando alguma mulher aproxima de mim e pergunta: Já leu 50 tons de Cinza? Mas é claro que eu não li, não é pra manter ares pudicos tão pouco, obviamente é porque minha compreensão sobre o que é literatura, não me permita trair meus ares filosóficos de critica estética e meu dever ético, por algo que transforme e sensibilize a massa enquanto massacra a mídia.
Subo 50 tons nas tamancas, quando vejo minhas amigas com ares de santas-putas fantasiando com um bem-sucedido-ricaço-filhodamae implorando por umas chicotadas. Nada contra cintas-ligas, chicotes e gritinhos na cama,  -  pelo contrario, isso faz parte dos segredos de alcova das boas mulheres que aprenderam a serem damas apenas na sociedade - mas em vê-las, minhas amigas, suspirando como se romance apimentado se construísse abrindo a porta do guarda-roupa para Nárnia, me vem uma vontade absurda de dizer: Filha, saia dessas páginas esdrúxulas de besteirol americano e vai agarrar homens de verdade,estes não tem jatinhos ou carrões, apenas muita imaginação...pode levar também uma meia calça de renda e um chicote por via das dúvidas, mas peloamordedeus volte para o planeta terra. Sedução não é cursinho minitrados pó escritores eróticos com suas mentes fantasiosas, e uma boa noite de sexo não é artigo de revistinha de luxo, essas coisas anda na pele, salta aos olhos, está no suor, nos poros, no cheiro de quem sabe o que quer e porque quer, é intrínseco nas bem resolvidas, e não se tornam bem resolvidas, porque leem Martha Medeiros, Caio Abreu, Ana Jacomo ou Cinquenta tons de cinzas, mas porque resolveram apenas serem e não se preocupam em ver um homem se ajoelhando aos seus pés, mas possuem o desejo de saberem que podem ter toda a sociedade machista, se dobrando diante pés, por sua inteligência, por seu encanto pessoal, por ser você quem é. Perdoem-me as leitoras de Cinquenta tons de cinza, mas “já que o mercado nos oferece tons, eu fico com 50 tons Jobins, 50 tons Zés”...

Joíra F.

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