Nem todos os sistemas éticos louvam a humildade, mas, assim o fazem por absoluto desconhecimento dos princípios cristãos, fundamentais a uma perfeita identificação com os planos divinos.
Aristóteles, talvez refletindo uma atitude grega comum em sua obra, “Nichomachean Ethics” elogiou a auto-suficiência altiva como uma virtude. No pólo oposto criticou a arrogância como um dos vícios de excesso, embora tivesse degradado a humildade como um vicio de deficiência.
Friedrich Nietzsche, nasci em Rocken na Prússia, estudante brilhante em Leippzig e ex professor da Universidade de Basiléia, na Suíça, usa sua sabedoria para ir de encontro ao Evangelho e, talvez por isso, tenha tido um fim trágico (faleceu por onze anos de insanidade, solitário, vagando entre a Itália e a Suíça. Perdeu os sentidos em uma das ruas de Turim. Curiosamente, foi apelidado de “ Profeta de uma religião não religiosa e de uma filosofia não filosófica.
Em sua filosofia sobre o super homem, onde Deus aparece como morto, não abriu nenhum lugar para a humildade, o que, para ele, seria uma qualidade que os poderosos louvam nos fracos, mas comente com a finalidade de mante-los em sujeição. Os poderosos diriam: ” è uma virtude ser fraco e submisso”, e os débeis seriam estúpidos o suficiente para acreditarem nessa mentira. Para ele, exaltar o servilismo como se fosse uma virtude cardeal, como faz o cristianismo, seria ridículo demais para precisar de refutação. A humildade seria a negação da verdadeira humanidade.
Em contraste com isso, Soren Kierkegaard, filosofo-teologo dinamarquês, considerado fundador a patrono do existencialismo, via o homem separado por um infinito abismo, que o afastaria de Deus, e ajoelhado. Portanto, na opinião deste ultimo, a humildade é apropriada para sua condição natural.
Pai da igreja por excelência, aquele em que as idéias católicas se unem as protestantes, pensava que a humildade é necessária para a verdadeira santidade, visto que o individuo arrogante não vai muito longe, com Deus, na espiritualidade. Alem disso, a humildade seria a base de um serviço altruísta, onde um individuo serve verdadeiramente a outrem, e não ao seu próprio eu, de alguma maneira disfarçada.
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