Amo esta mãe áurea, promissora de um futuro esplendoroso, que no afã insano dos tiranos, abraça cálida a natureza que desperta deslumbrante.
Amo essa mãe que dá os peitos aos filhos de outras e amamenta com fulgor, seus estrangeiros, filhos de tantas mães solenes e insolentes.
Amo esta mãe pátria, porque mesmo arrancada de seu bem maior, pela Mao soberbo dos ambiciosos, ainda dá frutos com abastança a seus ingratos filhos.
Amo essa mãe que luta impávida por seus filhos que sorriem enquanto apertam a boca afoita da miséria.
Amo essa pátria sedenta por justiça, mae de leis injustas e bárbaras. Essa mãe que chora por seus filhos, vitima ainda de algozes burgueses e levanta seu clamor, na boca das criancinhas que gemem.
Amo essa mãe gentil, pátria amada, porque é fazedora de guardiões da alegria e super-homens da resistência.
Amo por fim esta mãe que deitada em berço esplendido contempla impávida, colossa a luta árdua de seus filhos que não desistem nunca.
Joíra F.
Nenhum comentário:
Postar um comentário